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Bases Teóricas

  • 26 de nov. de 2017
  • 4 min de leitura

O princípio da Teoria do Design

Ao falar “teoria do design” tenho certeza que se você já tiver qualquer referência na área pensou automaticamente na Bauhaus, que foi e é uma enorme referência nessa área de estudo. Mas você sabe de onde partiu essa influência e o porquê dela surtir efeito até os dias de hoje? Pois é, então vamos lá.

A princípio, a grande base de estudo na Bauhaus eram as três formas elementares coloridas, o triângulo dinâmico e inerentemente amarelo, o quadrado estático intrinsecamente vermelho e o círculo sereno e naturalmente azul.

Essa equação foi verdadeiramente o significado de “mil e uma utilidades”, variava do tipo de pesquisa que cada teórico gostaria de desenvolver. Por exemplo, em “Escola elementar” Miller desenvolve uma teoria modernista do design no movimento jardim de infância através dessa equação, ou também em “Dicionário Visual” de Ellen Lupton, desenvolvendo estratégias de uma linguagem universal, e até Julia e Kenneth Reinhard contribuindo na psicanálise. Mas, apesar de serem formas capazes de assumir diversos significados, passando desde “básico” ao “pós-modernismo”, a famosa equação acabou fadada à apenas elementos em memória da Bauhaus.


A Bauhaus como origem do modernismo e teoria do design


Durante o processo e depois de tantas idas e vindas da escola em cidades diferentes devido às burocracias com a política da época, a Bauhaus começou a ser cada vez mais visada pela sociedade, influenciando o que nascia e poderia já ser chamado de modernismo, no livro “ABC da Bauhaus” Ellen Lupton e J. Abboutt Miller deixam algumas deixas de como era a relação da Bauhaus com os alunos, sociedade e com aqueles mais conectados quando diz:


“A Bauhaus tornou-se a origem mítica do modernismo- um local alternadamente reverenciado e atacado pelas gerações que cresceram à sua sombra. Ela é ao mesmo tempo o pai censurador cujas imposições ansiamos por superar e a criança cujo idealismo utópico nos inunda com uma gostosa nostalgia”


Mas, apesar dessa realidade mais sombria revelada na monografia de Lupton e Miller, eles recaem sobre um aspecto bastante importante sobre a teoria de como ”fazer design”


“Pensar o design de forma teoricamente autoconsciente foi uma das maiores contribuições da Bauhaus, e no entanto o foco da escola da visão como âmbito autônomo de expressão ajudou a engendrar a hostilidade relacionada à linguagem verbal que se tornou comum no ensino de design pós-II Guerra”

É a partir daí que os autores dessa monografia mostram de uma forma bastante profunda de como a Bauhaus contribuiu no pensamento crítico dos designers da época e que de certa forma são “receitas” muito eficazes até os dias de hoje, algumas vezes o clichê “ler e escrever sobre os assuntos pertinentes aos estudos” pode parecer monótono e ultrapassado demais, mas ao começar essa prática da forma correta você nota nitidamente um amadurecimento bastante considerável.


A teoria do design no “fazer” design


E é nesse gancho que começo a lembrar: Mas e a inspiração, a criatividade e a inovação? Não era sobre design? Por que só falar da teoria, cadê tudo isso na prática? Pois bem, foi aí que chegamos a conclusão que na verdade todas essas teorias vêm depois do experimento, depois de buscar essa criatividade na hora de projetar, falhar, ou não, alcançar ou não o objetivo e conseguir atingir um produto que traga inovações. E foi exatamente assim que aconteceu na Bauhaus, note que todos os envolvidos desde o nascimento da Bauhaus são pessoas com cargas grandes de experiências. Arquitetos engenheiros, artistas, designers e por aí vai, com certeza todos eles falharam milhares de vezes criando hipóteses até chegarem num consenso de como deveria funcionar os sistemas e métodos de ensino dentro da escola de forma que fossem inovadores e saíssem do comum.

Ok, o designer pensante é capaz de gerar inovação, mas o que seria essa inovação? Pois bem, Ellen Kiss, em seu blog “designbrasil” num artigo publicado em 2005 intitulado de “Criatividade, design e inovação” discute exatamente sobre isso, lá ela define tudo isso da seguinte maneira:


“Inovação é exploração bem sucedida de novas ideias. É o processo que conduz a geração de novos produtos, novos serviços, novas formas de gerenciamento de negócio ou até novas formas de se fazer negócio”

E para deixar mais claro e simples a autora ainda faz uma ótima definição sobre o que é design:


“Design é o que integra criatividade e inovação. É a disciplina que transforma ideias em tangíveis práticos e atrativos para usuários e consumidores. Design pode ser definido como a criatividade aplicada com foco em uma determinada intenção. ”

E de uma maneira bem simples e sucinta Ellen nos faz enxergar que na verdade a teoria do design é exatamente essa ligação entre o pensar e o ato de criar, ou seja, toda essa história das formas elementares, Bauhaus como origem do modernismo, teoria do design e tudo mais fizeram verdadeiro sentido na prática e não só na história do que hoje temos como amplo campo de estudo e criação que é o design


 
 
 

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